martes, 16 de octubre de 2007

Puedes tocarme a tientas. Puedes plegarte a mi corazón pálido. Tus manos son oscuras cavidades donde hay aves, otoños y silencios. Oigo un zumbindo lento. Oigo el mar y el desahucio de lágrimas que han dividido tu cuerpo de mi estío. Cómo haber puesto el oído tembloroso en el cuerpo cercado de mi noche, que decía que hoy no habría mar. Que hoy no habría nada. Tan sólo una pared entre las hojas. Algunas hojas viven en la carne. Ten piedad. Es de noche.

A. M. González

martes, 17 de julio de 2007

Todavia............


No lo creo todavía
estás llegando a mi lado
y la noche es un puñado
de estrellas y de alegría


palpo gusto escucho y veo
tu rostro tu paso largo
tus manos y sin embargo
todavía no lo creo


tu regreso tiene tanto
que ver contigo y conmigo
que por cábala lo digo
y por las dudas lo canto


nadie nunca te reemplaza
y las cosas más triviales
se vuelven fundamentales
porque estás llegando a casa


sin embargo todavía
dudo de esta buena suerte
porque el cielo de tenerte
me parece fantasía


pero venís y es seguro
y venís con tu mirada
y por eso tu llegada
hace mágico el futuro


y aunque no siempre he entendido
mis culpas y mis fracasos
en cambio sé que en tus brazos
el mundo tiene sentido


y si beso la osadía
y el misterio de tus labios
no habrá dudas ni resabios
te querré más
todavía.


-Mario Benedetti-

lunes, 9 de julio de 2007


Amor, foram as ondas que te trouxeram?

Elas em mim.


jueves, 14 de junio de 2007

lunes, 11 de junio de 2007


Seria tao mais fácil falar em amor senao fossem essas dez mil partidas e os fragmentos de vida que ficam na calçada...

Tao mais inspirador dizer amor tendo a frente um rosto limpo.
Ah,....! Tantas teorias... Amor, amor a tudo! Peço-me um amor livre...






domingo, 10 de junio de 2007



Amadeirados... Tenho amadeirado alguns versos.

viernes, 8 de junio de 2007


Amor, inventas outro sonho para nós?
Depois do obreiro sujeito aos astros,
dos gostos estéticos e subterrâneos,
um construtor de paisagens e sons?
A terra sugere que poderias
vir com a mesma manha do almíscar
trazendo as nostálgicas promessas de saber-se
divisor.
Amor, esqueces dos limites
somente hoje,
e leva-nos a valsar?
Não precisa ser a mim,
-eu, em mim,
se não queres o tempo,-
leva-nos em outras bocas,
em outros olhares,
cercanas mesas de bar.
Quando não estivermos mais...
sorrirás para mim?
Diz-me o silêncio que é fátuo:
saberás cantar.

jueves, 7 de junio de 2007

Um piano...



Ah, nao dirás, por certo,
que nao te amei, que nao te sofri!
Foi-me a tua alma assim como um salao deserto
onde uma noite, me perdi.

Sobre o escuro tapete uma rosa morria
que deixara cair, sem pena a tua mao
Das cortinas, púrpura, a sombra estremecia...
Havia em cada espelho uma recodaçao.

- E era o meu coraçao ardente e dolorido,
sob a dor infantil que o endurecera já,
um velho piano adormecido
que ninguém mais acordará!

Um piano
faz sofrer a noite lenta.

Que estranha melodia,
de doloroso desengano,
vem pungir a minha alma sonolenta,
pelo doce amargor nostálgico desta hora?

Dorme ao fim de que rua a tua casa triste
onde a sombra que desce, agora, existe
como um olvido, sob o azul da noite fria?

- Será Chopin ou será tu quem chora?

Eduardo Guimaraes: A divina quimera.

miércoles, 6 de junio de 2007




Devoro-te, sonho azul.
Nasces novo?

lunes, 4 de junio de 2007




Hoje o sol acordou minha mao;
devolvendo-me a gana de tocar o verde ,
de chamar o vento ,
de semear esta terra nossa.

Hoje o instante nao quis saber das sorrateirras esquinas,
nao quis roubar-me,
nem levar-te a ti
para esse passado que já é,
este futuro anunciado nos horoscópos
nos jornais.

Hoje a respiraçao disse
aos olhos que tudo está,
que o baú dos sonhos perdidos foi aberto
liberando os mitos de nao alcançar.

O dia chegou desatando as noites veladas
dos fantasmas enbranquecidos na solidao.
Com a claridade,
o comovente céu ficou acessível.


domingo, 3 de junio de 2007

Hoje tu me fizeste poço; do fogo de nós, nem cinzas nem comburente, só esse espasmo infinito
sugerindo brancuras...

Tu me queres nova, alta. Eu me entrego vasta, antiga.

Como poderia ser diferente? Contraponto de amar-te e nao ser compreendida; dor de ser vento.

sábado, 2 de junio de 2007

Meu rio...


Meu rio...
Tuas andanças neste mundo de espelhos
só levam-te a ti...

Uma mistura de terra,
umas maos de vento que acariciam a fronte,
roçam o segredo de um coraçao que
vibra feito lira.
Um punhado de umidade
no viés dos olhos lustros
para dizer-te da gratidao do agora.
Um sussuro no tempo
dos amores,
é dança de sol.

Na pedra lisa,
o rio passando como verdade imutável...
Encharco-me nele;
diluo meus cem nomes
- no dia do musgo cantante, as águas falam
para mim...


jueves, 31 de mayo de 2007

DESPEDIDA DEL MAR: Jose Hierro



Por más que intente al despedirme guardarte entero en mi recinto de soledad, por más que quiera beber tus ojos infinitos, tus largas tardes plateadas, tu vasto gesto, gris y frío, sé que al volver a tus orillas nos sentiremos muy distintos. Nunca jamás volveré a verte con estos ojos que hoy te miro.
Este perfume de manzanas, ¿de dónde viene? ¡Oh sueño mío, mar mío! ¡Fúndeme, despójame de mi carne, de mi vestido mortal! ¡Olvídame en la arena, y sea yo también un hijo más, un caudal de agua serena que vuelve a ti, a su salino nacimiento, a vivir tu vida como el más triste de los ríos!
Ramos frescos de espuma... Barcas soñolientas y vagas... Niños rebañando la miel poniente del sol... ¡Qué nuevo y fresco y limpio el mundo...! Nace cada día del mar, recorre los caminos que rodean mi alma, y corre a esconderse bajo el sombrío, lúgubre aceite de la noche; vuelve a su origen y principio.
¡Y que ahora tenga que dejarte para emprender otro camino!...
Por más que intente al despedirme llevar tu imagen, mar, conmigo; por más que quiera traspasarte, fijarte, exacto, en mis sentidos; por más que busque tus cadenas para negarme a mi destino, yo sé que pronto estará rota tu malla gris de tenues hilos. Nunca jamás volveré a verte con estos ojos que hoy te miro.

miércoles, 30 de mayo de 2007

Memórias...

Encontrei alguns escritos antigos, que gostaria de registrar em algum lugar... Logo serao poeria em outras praias.


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Há no breve espaço de mãos, todos os nãos que me conferiste. Há o ranger de dentes que manipularam as idéias; há o extrato de um fel em meu leito. Me perguntava, ociosa, quantas jornadas de luas e estrelas haverei de extirpar. Amor meu, vida minha, onde andas que não te vejo... Ancorada em teu porto, todas as manhãs, o sol vem rimar. Por que eu, voluptuosa e intacta, haveria de me entregar? Ventos, chuvas, tremores... deuses que vivem nos astros, nos mastros das naus perdidas, venham... arrastem-me para o cume dos olhos de meu bem amado, cego, que insiste em se ausentar. (04/01/ 2006)


...... Na chuva, lavando nossas maos de barro, desfaço você comigo: misturamo-nos a terra de onde viemos para nutrir novas plantas... - Promessas surgem naturalmente quando estregamo-nos um ao outro - Ao entrar o sol, nossas descomposiçoes sao compactadas: caem-se os frutos maduros sobre nós, e passamos a ser oposiçao; varre as folhas o vento, e repovoamos novos horizontes. (sem data, 2006.)


...... Dezembro amanhecendo fevereiro. Dezembro devorando minha umidade; teorizando promessas do que será, do que não foi antes, e do que provavelmente volverá a repertir-se... Nunca sendo, livro-te desta culpa; deste sentimento que levo de querer ser sempre sua. (sem data, 2006).


...... Manhã assimétrica plasmada de antigamente / Botoes de um velho casaco vestindo as horas passadas /Côncava esperança, convexa amargura / Filtro multi-faces, mosaico desconstituído de unidade / “mas vamos onde ninguém vai” / O aroma do café... ébrio sentimento de aconchego. / Me chamas para um café? /Ainda se o fizesse... que acrescentarias? / Veja, trago aqui: balsamo para as horas confusas. / Como todo bom remédio, a receita está nas brumas. / Pintando um quadro novo, no ontem e no hoje. / uso exagerado de floreados e motivos naturalistas (conchas, palmas, etc. )” / Na réplica das horas, somos outros em nós. Rosário de seres. (sem data, 2005)


.... Gostei das palavras... da sucessao das linhas... dos conjuntos... das retas que se interceptaram... das bifurcaçoes... das esquinas, nas margens... dos parágrafos que recobraram forças... das idéias que as mantiveram coesas... das imagens que elas despertaram em mim... da inocência azul do sonho sonhado... e... finalmente... gostei da mao que antecipou a escritura... da leveza do ser que as criou. (2005)


...... Frio... gélido ar que corta minh'alma. Noite azul, morte lenta que dissipa meu calor. Lua, leva-me para longe deste turbilhão de sentimentos, acalma... Na imensidão dos teus braços, amplifico minhas expectativas, querendo sumir do frio, da morte... Recostando-me sem medo em teus sonhos… Planos feitos de algodão-doce, de pedra-que-vai-ao céu, de amor colorido e límpido... Querendo a ternura no olhar...Desejando apaziguar aquela inquietude e ausência, ansiando acordar os sentidos já adormecidos... (2005)


....Entra a noite, mas o dia ñ esquece:... Latente, insiste em preencher espaços, e murmura, repetindo-se: existiu beleza naquelas tardes, sim existiu... Mas entao, o que virá?. Talvez os meses de chuva contínua, talvez os alísios, queiram retratarem-se, aportanto pinturas a nossa pele... Seria tao significativo se eles - todos eles juntos - tormentas, dias de sol, noites sem lua, fizessem de nós, bordados na relva escura! Transparência volumosa paira, evitando o sentir do vento. (2005)


....Mareante música que invade, magenta respiraçao embriagada com tocos de árvores, podadas, caídas pela insensatez. Pureza misturando-se com a cambaleante inocência. Flores que se apagam ao sorrir. Barcos de rotas velas, deslocando-se ao léu. Cais entre nós. Mórbidas cicatrizes que arrastam noites. Intocáveis libélulas, frágeis vôos. Inegável falta de serenidade. (25/09/2005)



.......Um beijo no escuro. O silêncio das aves. O aquário que contêm todos segredos. A cigarra que descansa à sombra esquecendo-se de cantar.Os musgos que abraçam os espaços, sem reservas, fazendo das cortiças, seu paraíso Uma gota de óleo que escurece a terra úmida. A ruela sem nome desvinculada de alarmes, de pedras-calçadeiras, de pés de adultos, de bolas de crianças... - Uma ruela sem nome desemparelhada pelas estaçoes, coberta por húmus: ácido e metálico, escancara sua sede de mundo. (22/set/2005)


....As horas diluíram-se através de seus olhos opacos de dor. As horas avançaram pelos seus cabelos e recobraram sentido nos poucos fios brancos dispersos... A vida já estava sombria quando cheguei. Tarde demais. Quando me viste, reconheceste prontamente a falta de sonoridade também em mim... Ganhando terreno, invadindo frestas, ampliando ausências. Ainda assim, me levaste em braços por estas ruelas sem nomes, fazendo florescer todas as veredas imaginárias... Preparei-te o manjar, ofereci o mais sublime em mim, e por um momento, jurei que nos encontrávamos: éramos o tudo no nada, por fim. 14/set/2005.


Detêm-te um momento: remove o véu que nos separa da realidade; colore a pluma branca com seu sorriso e atira-a ao mar. Faça-o enredado por todos os motivos: é a mesma manhã de sempre, frequentemente intangível para nós. Ave madrugadora, estende o olhar até aquela água, que corre divertindo-se: apaga seus limites abraçando as horas que fazes por florescer. Neste instante em que ‘não sou, nem és’, divide toda a tinta que restou. Tinge de mãos as mãos que ficaram. 13/set/2005.

Hoje a caixa dos segredos
desliza como língua
nesses vitrais densos
viscosos de ti.

Desconcertante carícia,
temporal digno,
morte insolente e avassaladora...

martes, 29 de mayo de 2007

Abstraindo




Na flor da tarde,
asas para uma borboleta
sedenta de céu.


Na noite nascida,
maos de perfume
marulhando no olhar ao revés...


Loucas horas desmembradas:
vermelho e névoa.






domingo, 27 de mayo de 2007

Quando...


O tempo nao importava, nem as coxas, nem as vestes.
O lento era alento, paz, lugar de iluminar.
As tardes sobreavam, espiralavam, criavam sentimentos.
O amor era criança contente, reluzente e calorosa.
A mao pousada em outra, abrigo, inspiraçao, som.
Quando a sós eramos também harmonia, sonhos, avenidas inteiras...

viernes, 25 de mayo de 2007

Tenho-te na palabra certa, na inocência da intenção. Tenho-te nesse olhar de ave, nessa cor de rama pendente da estação. Tenho-te assim, transcendente, feito lilazes no coração.
É porque tenho a ti que navego dentro, universo em costrução.
É porque sinto que me habitas que exito a outras bocas que de ti não o são.
Como poderia o desapego resistir a uma tarde azul de céu clareada?
Ah, "metade de mim", releva estas faces... Logo sou só outra, levando-te por novos mares.




Deslizando pela pele, o dia alcançou a memória, fazendo do momento um encontro de tempos, uma espécie de dança de seara. Das imagens das gaivotas que planavam no alto à planta que cresce agora, um rio de passagens esperançosas e a certeza de estar imersa em realidade. Os sonhos distantes, as surpresas dos sorrisos, os atropelos causados pelos prantos, a doçura das maos amigas que aos poucos se estreitaram, ... Foram estes os pequenos e grandes eventos, saltos e humus, que se assomaram a configuraçao presente. Da menina de ontem, de hoje, do par de idades em que sou figurante e platéia, esse amor transbordante... itinerante partícula calcárea que une, dá forma, reberberando o mundo.

miércoles, 23 de mayo de 2007



Com os acordes ao longe
imagens de ti,
e as ganas de rasgar o mundo.
(Nao, nao o mundo este,
senao aquele que nao nos pertencia.)

Amor,
tenho as palavras quebradas,
e tu o sabes bem.
Tentei consertá-las
com o mais criterioso cuidado,
mas nada...
O resultado foram estas ilhas
de um nós morto.
Tenho também um fantasma que diz
nao se importar com o tempo;
se compraz com migalhas de instrumentos
e calmarias,
- Como se o sossego fosse traço,
balburdia de timbres poucos-.

Outro dia te vi pela rua.
Era como se em meio a olhares de grito e ventania,
chamasses novamente.
Dizias-me em pensamento:
- Nao há nada mais para ser aquecido.
(Ah! Como gostaria ter lido sua mente, pois...
Teria mencionado essas névoas de romantismo
com que nascemos e morremos) .

Nao sei se notaste,
mas vou reduzindo minhas exigências.
Hoje já nem peço mais palavras.
Me contentaria com apenas uma letra.
Uma daquelas, sabes?
Uma feita de brilhos no ar.
Mas tu nao vens,
assim como eu também nao.
-Tu nao pensas em nada,
e eu ilusiono. -
Guardas meu cansaço contigo?
Olhas-me outra vez?
Sigo velando...

domingo, 20 de mayo de 2007

Andanças...


Vidro quebrado, argila moldável, dúctil metal, construçao. Erosionar das falenas, barca ancorada, imensidao das águas, ruir do coraçao. Frescor do fim de tarde, nascida do sol, hora que corre solta, enlevo da açao. Entrega, engano, acerto, definiçao.

miércoles, 16 de mayo de 2007



Frascos âmbar,
vidro de relógio,
fita tornasol,
receituário às cinco medidas.
Na bancada
vinga o tempo:
capacidade
de precisar inovaçoes em olhos já padronizados.
No lento titular,
difraçao de nossas estruturas em um comprimento de onda nada particular.

lunes, 23 de abril de 2007

Spleen









Dentro del corazón tardío
Hay una cavidad morada.
Única
Imposible…
Es de amor intangible.
Eco de vida helada
Una cosa que se va para siempre.
¿Dónde irá?
Nadie nunca sabrá
Qué camino sereno o revuelto
El espíritu bueno herirá…
¡Resplandores! ¡Amor…!
Pero nunca podremos llorar
Este mal que es de luna escondida,
Este mal que es de gris otoñal.


-Lorca-

martes, 17 de abril de 2007

Piedra de sol




Un sauce de cristal, un chopo de agua,
un alto surtidor que el viento arquea,
un árbol bien plantado mas danzante,
un caminar de río que se curva,
avanza, retrocede, da un rodeo
y llega siempre:

un caminar tranquilo
de estrella o primavera sin premura,
agua que con los párpados cerrados
mana toda la noche profecías,
unánime presencia en oleaje,
ola tras ola hasta cubrirlo todo,
verde soberanía sin ocaso
como el deslumbramiento de las alas
cuando se abren en mitad del cielo,

un caminar entre las espesuras
de los días futuros y el aciago
fulgor de la desdicha como un ave
petrificando el bosque con su canto
y las felicidades inminentes
entre las ramas que se desvanecen,
horas de luz que pican ya los pájaros,
presagios que se escapan de la mano,

una presencia como un canto súbito,
como el viento cantando en el incendio,
una mirada que sostiene en vilo
al mundo con sus mares y sus montes,
cuerpo de luz filtrado por un ágata,
piernas de luz, vientre de luz, bahías,
roca solar, cuerpo color de nube,
color de día rápido que salta,
la hora centellea y tiene cuerpo,
el mundo ya es visible por tu cuerpo,
es transparente por tu transparencia,


voy entre galerías de sonidos,
fluyo entre las presencias resonantes,
voy por las transparencias como un ciego,
un reflejo me borra, nazco en otro,
oh bosque de pilares encantados,
bajo los arcos de la luz penetro
los corredores de un otoño diáfano (...)

Octavio Paz

domingo, 15 de abril de 2007

Renascentes



Para esse navegar revestido de sonhos,
renascente.