
jueves, 14 de junio de 2007
domingo, 10 de junio de 2007
viernes, 8 de junio de 2007

Amor, inventas outro sonho para nós?
Depois do obreiro sujeito aos astros,
dos gostos estéticos e subterrâneos,
um construtor de paisagens e sons?
A terra sugere que poderias
vir com a mesma manha do almíscar
trazendo as nostálgicas promessas de saber-se
divisor.
Amor, esqueces dos limites
somente hoje,
e leva-nos a valsar?
Não precisa ser a mim,
-eu, em mim,
se não queres o tempo,-
leva-nos em outras bocas,
em outros olhares,
cercanas mesas de bar.
Quando não estivermos mais...
sorrirás para mim?
Diz-me o silêncio que é fátuo:
saberás cantar.
jueves, 7 de junio de 2007
Um piano...

Ah, nao dirás, por certo,
que nao te amei, que nao te sofri!
Foi-me a tua alma assim como um salao deserto
onde uma noite, me perdi.
Sobre o escuro tapete uma rosa morria
que deixara cair, sem pena a tua mao
Das cortinas, púrpura, a sombra estremecia...
Havia em cada espelho uma recodaçao.
- E era o meu coraçao ardente e dolorido,
sob a dor infantil que o endurecera já,
um velho piano adormecido
que ninguém mais acordará!
Um piano
faz sofrer a noite lenta.
Que estranha melodia,
de doloroso desengano,
vem pungir a minha alma sonolenta,
pelo doce amargor nostálgico desta hora?
Dorme ao fim de que rua a tua casa triste
onde a sombra que desce, agora, existe
como um olvido, sob o azul da noite fria?
- Será Chopin ou será tu quem chora?
Eduardo Guimaraes: A divina quimera.
que nao te amei, que nao te sofri!
Foi-me a tua alma assim como um salao deserto
onde uma noite, me perdi.
Sobre o escuro tapete uma rosa morria
que deixara cair, sem pena a tua mao
Das cortinas, púrpura, a sombra estremecia...
Havia em cada espelho uma recodaçao.
- E era o meu coraçao ardente e dolorido,
sob a dor infantil que o endurecera já,
um velho piano adormecido
que ninguém mais acordará!
Um piano
faz sofrer a noite lenta.
Que estranha melodia,
de doloroso desengano,
vem pungir a minha alma sonolenta,
pelo doce amargor nostálgico desta hora?
Dorme ao fim de que rua a tua casa triste
onde a sombra que desce, agora, existe
como um olvido, sob o azul da noite fria?
- Será Chopin ou será tu quem chora?
Eduardo Guimaraes: A divina quimera.
miércoles, 6 de junio de 2007
lunes, 4 de junio de 2007

Hoje o sol acordou minha mao;
devolvendo-me a gana de tocar o verde ,
de chamar o vento ,
de semear esta terra nossa.
Hoje o instante nao quis saber das sorrateirras esquinas,
nao quis roubar-me,
nem levar-te a ti
para esse passado que já é,
este futuro anunciado nos horoscópos
devolvendo-me a gana de tocar o verde ,
de chamar o vento ,
de semear esta terra nossa.
Hoje o instante nao quis saber das sorrateirras esquinas,
nao quis roubar-me,
nem levar-te a ti
para esse passado que já é,
este futuro anunciado nos horoscópos
nos jornais.
Hoje a respiraçao disse
aos olhos que tudo está,
que o baú dos sonhos perdidos foi aberto
liberando os mitos de nao alcançar.
O dia chegou desatando as noites veladas
dos fantasmas enbranquecidos na solidao.
Com a claridade,
o comovente céu ficou acessível.
Hoje a respiraçao disse
aos olhos que tudo está,
que o baú dos sonhos perdidos foi aberto
liberando os mitos de nao alcançar.
O dia chegou desatando as noites veladas
dos fantasmas enbranquecidos na solidao.
Com a claridade,
o comovente céu ficou acessível.
domingo, 3 de junio de 2007
sábado, 2 de junio de 2007
Meu rio...

Meu rio...
Tuas andanças neste mundo de espelhos
só levam-te a ti...
Uma mistura de terra,
umas maos de vento que acariciam a fronte,
roçam o segredo de um coraçao que
vibra feito lira.
Um punhado de umidade
no viés dos olhos lustros
para dizer-te da gratidao do agora.
Um sussuro no tempo
dos amores,
é dança de sol.
Na pedra lisa,
o rio passando como verdade imutável...
Encharco-me nele;
diluo meus cem nomes
- no dia do musgo cantante, as águas falam
para mim...
Tuas andanças neste mundo de espelhos
só levam-te a ti...
Uma mistura de terra,
umas maos de vento que acariciam a fronte,
roçam o segredo de um coraçao que
vibra feito lira.
Um punhado de umidade
no viés dos olhos lustros
para dizer-te da gratidao do agora.
Um sussuro no tempo
dos amores,
é dança de sol.
Na pedra lisa,
o rio passando como verdade imutável...
Encharco-me nele;
diluo meus cem nomes
- no dia do musgo cantante, as águas falam
para mim...
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