Tenho-te na palabra certa, na inocência da intenção. Tenho-te nesse olhar de ave, nessa cor de rama pendente da estação. Tenho-te assim, transcendente, feito lilazes no coração.É porque tenho a ti que navego dentro, universo em costrução.
É porque sinto que me habitas que exito a outras bocas que de ti não o são.
Como poderia o desapego resistir a uma tarde azul de céu clareada?
Ah, "metade de mim", releva estas faces... Logo sou só outra, levando-te por novos mares.
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